quinta-feira, 13 de junho de 2013

Adormeço com a ideia tola de querer ser diferente do que sou, ou de que não sou como queria ser. E de que faço tudo ao contrário.

                                                                                                                 Anne Frank
                          Aproveitei o feriado de carnaval para colocar minha leitura por hobby em dia...Entre tudo que eu li, estava o Diário de Anne Frank... Aquela menina que ficou junto com a família em um esconderijo por mais de anos, na anseio de não ser capturada pelo exercito alemã na época da segunda Guerra Mundial.  Tal livro me fez realmente refletir muito. Mexeu muito comigo. As histórias sobre a segunda Guerra sempre me chamaram muita atenção e me causaram comoção. Quando li, a biografia de Hitler anos atrás, lembro de ficar querendo entender.. Buscar motivos, razões... qualquer coisa que justificasse tudo aquilo... E de fato, não existe... As páginas escritas por Anne, só me mostraram o que Thomas Hobbes já havia teorizado:O homem como lobo do próprio homem. Há muito devia ter escrito... Faz tempo que não posto nada. Mas hoje, não sei se acometida de uma pitada de melancolia me lembrei de Anne... e seu diário. Lembrei-me de tatá e seu diário.. Como eu escrevia em outrora.... Páginas e páginas de dias cheios e/ou solitários.  Longe de comparar-me a Anne, sua inteligencia, emoções e contexto... Observo, como independe da época, a maior guerra travada é dentro de nós mesmos. Nossos medos, traumas e ansiedades. A vontade de ser diferente... De ser outra pessoa, De ser uma versão melhorada de nós mesmos. A sensação de que está fazendo tudo errado, ou que simplesmente o mundo virou de ponta cabeça e ainda estamos ao contrário. 


Viro o meu coração do avesso. O lado mau para fora, o bom para dentro e continuo a procurar um meio para vir a ser aquela que gostava de ser, que era capaz de ser, se...
sim,
se não houvesse mais ninguém no Mundo.
                                                                                                                           Anne Frank