domingo, 10 de novembro de 2013






Tempos que não escrevo...

Administrar o tempo, esse tem sido um dos meus grandes desafios... Acredito que não só meu. 
Ter tempo pra todos os afazeres e ainda sobrar tempo pra os prazeres. Passamos  o dia a dia tirando daqui, colocando ali, escolhendo o que fazer primeiro e o que deixar pra depois... Definindo o que são prioridades. Ruim quando descobrimos que invertemos a ordem das coisas, e que nem sempre nossas prioridades estavam certas. Nos podando às vezes de sermos nós mesmos... Para ter tempo de agradar os outros e preservar reputações. 

Hoje decidi reorganizar o meu tempo... De um modo diferente. Não comecei por tudo que deve conter na minha rotina  hora a hora... Iniciei tirando tudo que estava ali... E ainda atrapalhava o bom andamento do que deve ficar. 
Nesse novo cotidiano não podem haver espaço para prejulgamentos, fingimentos, desapontamentos... Não pode sobrar espaço para hipocrisia, falsidade e para pensar no  que não vale a pena. Comecei tirando a angustia que pode maltratar e os traumas que já deviam ter sido superados... Tirando os TABUS que impedem de aproveitar tantas coisas boas que a vida tem a oferecer.
Parei alguns segundos para colocar remédio nas feridas, sei que em pouco tempo elas cicatrizarão. Joguei fora o medo de não conseguir e a vontade de desistir e dar passos para trás... Entendi que não há tempo para perder com ressentimentos. Compreendi que não dá pra jogar fora pessoas... Mesmo as que nos machucaram, elas devem ser perdoadas, respeitadas.
Depois de uma rápida e significante limpeza...  Percebi que tinhas horas sobrando na minha agenda para ser feliz. Para sair com os amigos, para contar piadas, para dançar, andar de patins, passear no shopping, ir ao cinema. Percebi que tem espaço para incluir novos contatos e fazer deles importantes. Percebi que a felicidade está em cada atitude positiva que tomo perante a Vida. Percebi a quantidade de minutos que estavam à disposição para eu sorrir mais, para eu me apaixonar mais, para eu me divertir mais. Para amar mais.
 Entendi que Deus é senhor do meu tempo. Tempo que ele me deu para administrar sendo feliz... Sem perdas com tristeza e desgastes desnecessários. Descobri que Ele é um Deus de amor e não um Vingador. 
Ganhei alguns minutos para escrever no meu diário, para ler por descontração, para tomar um café em boa companhia colocando o papo em dia. Ganhei horas para focar no meu trabalho, formular estratégias a fim de bater minhas metas e para estudar os assuntos da faculdade que estão atrasados. Parece que vou conseguir até assistir meus seriados americanos favoritos e comer nas horas certas....


Conclui que 24 horas nunca seriam suficientes se continuasse preenchendo a minha Vida e gastando os segundos com sentimentos que não valem a pena.



Taisa Cavalcante
Teresina - PI
Novembro de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Adormeço com a ideia tola de querer ser diferente do que sou, ou de que não sou como queria ser. E de que faço tudo ao contrário.

                                                                                                                 Anne Frank
                          Aproveitei o feriado de carnaval para colocar minha leitura por hobby em dia...Entre tudo que eu li, estava o Diário de Anne Frank... Aquela menina que ficou junto com a família em um esconderijo por mais de anos, na anseio de não ser capturada pelo exercito alemã na época da segunda Guerra Mundial.  Tal livro me fez realmente refletir muito. Mexeu muito comigo. As histórias sobre a segunda Guerra sempre me chamaram muita atenção e me causaram comoção. Quando li, a biografia de Hitler anos atrás, lembro de ficar querendo entender.. Buscar motivos, razões... qualquer coisa que justificasse tudo aquilo... E de fato, não existe... As páginas escritas por Anne, só me mostraram o que Thomas Hobbes já havia teorizado:O homem como lobo do próprio homem. Há muito devia ter escrito... Faz tempo que não posto nada. Mas hoje, não sei se acometida de uma pitada de melancolia me lembrei de Anne... e seu diário. Lembrei-me de tatá e seu diário.. Como eu escrevia em outrora.... Páginas e páginas de dias cheios e/ou solitários.  Longe de comparar-me a Anne, sua inteligencia, emoções e contexto... Observo, como independe da época, a maior guerra travada é dentro de nós mesmos. Nossos medos, traumas e ansiedades. A vontade de ser diferente... De ser outra pessoa, De ser uma versão melhorada de nós mesmos. A sensação de que está fazendo tudo errado, ou que simplesmente o mundo virou de ponta cabeça e ainda estamos ao contrário. 


Viro o meu coração do avesso. O lado mau para fora, o bom para dentro e continuo a procurar um meio para vir a ser aquela que gostava de ser, que era capaz de ser, se...
sim,
se não houvesse mais ninguém no Mundo.
                                                                                                                           Anne Frank

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013



Nada como um banho de chuva

Hoje, à tardinha sai para caminhar junto com o filho mais novo dos meus pais: o Pingo - Um cachorro dálmata enorme. Parei na casa de uma amiga e ficamos conversando na porta, pondo rapidamente os assuntos em dia, quando comecei a sentir gotas de chuva... Me apressei em ir embora e apressar o passo da caminhada, mas já era tarde demais. Lá estava eu, pelas ruas de Lima Campos toda molhada, juntamente com o Pingo. Antes que eu pensasse em reclamar da chuva, percebi que estava em um local de vista privilegiada da cidade e quão lindo estava aquele fim de tarde. Fui acometida por uma paz inimaginável e naquele doce momento de contemplação, senti a maravilhosa presença de Deus. 
Era a viração do dia... O dia estava dando lugar a noite. Um momento especial que o Senhor desde o Éden escolheu para passear na terra, para ficar mais pertinho do homem. 
Senti o meu rosto se iluminando pela a alegria que é saber que Deus prepara cada pedacinho de um simples por de sol, porque Ele adora ver aquele sorriso "bobo" no meu rosto. 
Terminei o percurso proposto da caminhada na chuva, por alguns instantes, podia me ver com 7 anos de idade correndo ao lado dos meus irmãos e dos outros amiguinhos da rua, procurando bicas com fortes jatos d'água. 
Voltei para casa, me recompus, entrei em meu quarto e senti uma necessidade tremenda de  me colocar de joelhos e orar. 
Agradeci pelas misericórdias que se renovam, pela fidelidade que é perfeita mesmo quando eu sou infiel, pela paz que eu estou sentindo. 
 Lamentei, por deixar passar tantas "tardinhas" despercebidas, sem assistir o espetáculo que o criador promove todos os dias. 
Apresentei minha família, minhas causas, meus medos, minhas ansiedades. 
Pedi sabedoria e graça para continuar vivendo de uma maneira que eu consiga perceber a felicidade em cada detalhe, até mesmo em gotinhas de chuva. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Em casa... Outra vez^^

Hmmm.... Incrível como a casa do papai e da mamãe tem cheiro e sabor. Cheiro de lembranças, sabor de infância. 
Quando sai do interior em que fora criada - Lima Campos - MA - para  ir estudar na capital São Luis, fazer Ensino Médio, preparar-me pra o vestibular e etc, sei que viajei com uma mala cheia de sonhos que eu queria realizar e com outra cheia de lembranças que meu coração temia deixar pra trás. Como que eu iria acordar de manhã sem ter papai me contando histórias? Me despertando com suas músicas e poesias, me virar sozinha sem ter o afago da mamãe e todo o seu cuidado. O coração da menina que estava decidida a crescer engoliu o choro e prosseguiu. E hoje, já na faculdade, morando em Teresina ( não mais em São Luís) percebo o quanto de coisas que mudaram na minha vida e ainda vão mudar. Percebo o quanto de coisas permanecem intactas. 
Vir para Lima Campos, sempre é especial! Conversar com os velhos amigos, por a conversa em dia com os primos, pedir a bênção da vovó e do vovô, receber o abraço carinhoso dos tios. 
Acordar mais uma vez com papai me contando histórias, sair com ele pra caminhar, pra dar volta de carro pela rua e quando voltar pra casa ter aquele cheirinho maravilhoso da comida da mamãe esperando. 

É estar verdadeiramente em casa, em segurança. Em alegria, em amor, em família. 

Confesso que hoje, me permiti sorrir, fazer brincadeiras, sem lembrar que tinha tantos problemas a serem resolvidos. Cheguei a me esquecer da saúde fragilizada da mamãe e dos exames que papai terá que fazer.... Precisei me beliscar, pra despertar e voltar pra realidade. 
Foi quando Deus me presenteou com algo maravilhoso: - Essa é a realidade! Todas as coisas cooperam para o meu bem. 

As adversidades da Vida, não nos impedem de sermos felizes. Na verdade nos faz enxergar que temos força, além do que supúnhamos. Nos faz amadurecer e valorizar cada momento. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013



Escola da Vida

 Já escutei por várias vezes pessoas dizerem que fazemos parte da grande escola da vida e fico pensando, se a vida é uma escola a matéria com certeza é: Aprender a Viver.
Aprender que contornar os obstáculos e ser feliz, é um ato de poucos.  
Aprender que as lutas sempre vêm, mas se a união prevalecer a vitória chegará.
Aprender que os conflitos precisam ser superados e a maneira de superá-los é conviver com eles.
Aprender que os amigos vão e vem, mas as amizades verdadeiras permanecem para sempre nos corações.
Aprender que amar pessoas que nos fazem mal é uma difícil tarefa, mas quando conseguimos provamos que o amor supera qualquer barreira.
Aprender que ajudar os outros é um dever, mesmo quando precisamos que alguém nos ajude.
Aprender que não podemos deixar que as más ações de muitos, venham corromper os bons costumes de alguns.
Aprender que a felicidade está bem dentro de nós basta sabermos encontrá-la.
Aprender que em cada bela rosa há espinhos e precisamos retirá-los com cuidado, para não ferir nem a rosa nem a nós mesmos.
Aprender que nascemos com inteligência, mas sabedoria só se adquire com o tempo.
Aprender que Deus estar sempre pronto a nos abençoar, mas cabe a nós busca-lo.
Aprender que não são todas as lições da escola da vida que virão com “Siga o modelo” algumas precisaremos fazer por nossas próprias forças e se errarmos, refaze-los até acharmos a maneira correta.
E sobre tudo aprender que nessa escola por mais que possamos evoluir seremos sempre: Eternos Aprendizes.


Taisa S. Cavalcante     

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


O Mundo da Tatá já é auto explicativo, mas como adoro falar, lá vai! 

Sempre tive uma imaginação bem fértil... Adorava assistir "O fantástico Mundo de Bobby". Vivia no mundo da imaginação quando criança (até hoje, às vezes..kkk), Um Mundo em que eu ia de princesa a guerreira em segundos. Um mundo onde meus ursos falavam e minhas bonecas tinham os mesmos sentimentos que os meus. Um mundo de fantasias e sonhos. 

Quando pensei nesse título "Mundo da tatá" acho que estava pensando  nisso. A vida nos ensina a viver a realidade e  isso é necessário, não dá pra viver alienado em outro paradigma. Mas também não precisamos perder a criança que fomos, a vontade de brincar, de imaginar, de ser criativo, de tornar tudo mais doce, de se dar presentes. Ou simplesmente deixar a vida dar presentes. Che Guevara já dizia  "Há que endurecer-se, mas sem perder a ternura jamais". 

Hoje eu me deixei presentar pela Vida.... 

Fico imensamente feliz pelos que gostaram da ideia. 
Agradeço cada elogio que já recebi pelo blog... 

Obrigada Amigos, vocês com certeza já fazem parte do meu Mundo!

Primeiro dia de blogueira


Depois de muito salutar decidi finalmente criar o meu blog. Há tempos venho adiando isso. Ainda lembro do meu professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio dizendo que eu devia ter um blog... Aí eu ficava pensando... - Mas ter um blog, pra quê? Pra escrever... Eu sei, mas quem vai ler?  
Escrever por escrever, preferia continuar com as minhas agendas e diários... Ali tem desabafos! 
Mas não sei... 2013 teve uma maneira toda especial de começar e houveram acontecimentos que marcaram demais, que despertaram a menina artista que eu sempre quis ser - quer atuando, ou escrevendo. Com 14 anos decidi que iria escrever um livro... Hoje com 19, vejo-o pela metade. O último capítulo que escrevi se chama justamente "divisor de águas" e a outra parte da história ainda deve ser contada. 
Esse blog, é um auto-desafio. Eu vou voltar a escrever! Escrever sobre tudo e coisa nenhuma... Assim como a criança que eu era quando tinha de 6 pra 7 anos. Vou voltar a ler... Até bula de remédio. Os livros enormes de Direito da faculdade tem me consumido, mas sei que eles me ensinarão apenas as técnicas da profissão, pois a profissional que serei depende do meu conhecimento de mundo, de tudo que está a minha volta. 
Enfim, quem quiser, juntar-se a mim, no meu mundo, Será bem-vindo! Afinal, a vida não é feita de monólogos. Contracenar é bem mais interessante! 



Coisas que Ouvi...

Há quem diga que nada é por acaso,
Há quem diga que por acaso tudo acontece
Há quem diga que sentimentos verdadeiros são raros;
Há quem diga que até coisas raras se esquece.

Há quem diga que já estamos predestinados.
Há quem diga que traçamos nosso próprio caminho.
Há quem diga que existe enganos por todos os lados.
Há quem diga que é duro caminhar sozinho.

Me disseram que nunca encontraria o que procurava...
Me disseram que de nada adiantava acreditar.
Me disseram que ações valem mais que palavras.
Me disseram que o ato ás vezes é falar.

Há quem diga que compreendo o que me disseram.
Compreendi que tenho muito a aprender.
Aprendi que errando se chega ao certo.
Percebi que cada dia é uma chance de Viver.  





Taisa Cavalcante




Um simples depoimento para o dia de hoje
Tantas vezes o papel foi o meu escape da solidão, tristeza, para o não me sentir bem... Parece-me ingratidão não escrever quando aparentemente a vida caminha para se enquadrar e parecer que faz sentido.
Hoje eu completo 18 anos... Sensacional! A vida é rápida, imprevisível, inconstante. Quem diria? Segundo o que me disseram fui um bebê doente, sem muitas esperanças de sobreviver... Acredito que passado o susto da enfermidade do primeiro momento, fui tomando um gosto único pela vida e procurando me divertir, digo, viver. Faz parte do perfil de uma boa ariana ser exibicionista, emotiva, geniosa, teimosa, determinada, prepotente, petulante... Sou esperta o suficiente pra saber que nunca fui uma pessoa muito fácil de lidar e honesta ao ponto de dizer que gosto disso. Nunca quis apenas estar por perto, quero que me queiram por perto. Porque passar despercebida se a vida, como diria Shakespeare, é um palco e cada homem e mulher são meros atores?!
A “aborrescência” com certeza não foi uma fase tranqüila. Muita transição. Muita gente nova. Muitos TABUS a serem quebrados. Para alguns eu era uma menina altiva e estudiosa; para outros, rebelde sem causa, querendo sair da igreja.
Independente de tudo, sempre sonhadora... Sempre buscando alargar os horizontes, sabendo que o céu há muito deixou de ser o limite.
Lembro de ter 6 ou 7 anos e ser totalmente sem noção achando que 18 anos era uma idade mágica e que tudo tinha que ser definido ali. Achava que com 18 já estaria praticamente formada e seria a hora para vestir um lindo vestido branco. A gente cresce e começa a entender o tempo. Percebe que com 16 já se pode votar e ter a liberdade de não poder ser preso. Que com 18 se pode conseguir a carteira de motorista e é tempo de entrar pra faculdade. Pode decidir querer fumar e beber, mas o melhor é já ter valores o suficiente pra nem pensar nisso. Percebe que casamento saiu da lista de obrigações.
Independência?! Prefiro Consciência. Saber que a serenidade supera o egoísmo. Que os egocêntricos perdem a vida inteira sem olhar em volta. Que lutar pelo que acredita difere de só querer tudo do próprio jeito. Que se busca alcançar sucesso, glória e chegar ao topo do mundo, sabendo que tudo isso fica tão medíocre perto da perda de alguém querido. Que a felicidade aumenta a ser compartilhada e não possui valor estimado em real, dólar ou euro. Que respeito é a primeira ordenança do manual da boa convivência.
18 anos e a vida só está começando. Já passei pela pressão do vestibular e obtive Sucesso. E ao contrário do que muitos possam pensar Deus sempre ocupará o primeiro lugar na minha vida e não é nenhum tipo de religião que determina isso.
Da menoridade guarda as conversas sinceras e todo o aprendizado. Não preciso dizer que guardo pessoas, porque as que são importantes seguem comigo e me acompanharão para sempre – de perto, de longe, com carinho, com o coração, com oração.  
A menina cresceu e descobriu que o pouco que sabe precisa ser usado para aprender mais...
Ass. Taisa Cavalcante
02 de Abril de 2011