Um simples depoimento para o dia de
hoje
Tantas vezes o papel foi o meu escape
da solidão, tristeza, para o não me sentir bem... Parece-me ingratidão não
escrever quando aparentemente a vida caminha para se enquadrar e parecer que
faz sentido.
Hoje eu completo 18 anos...
Sensacional! A vida é rápida, imprevisível, inconstante. Quem diria? Segundo o
que me disseram fui um bebê doente, sem muitas esperanças de sobreviver...
Acredito que passado o susto da enfermidade do primeiro momento, fui tomando um
gosto único pela vida e procurando me divertir, digo, viver. Faz parte do
perfil de uma boa ariana ser exibicionista, emotiva, geniosa, teimosa,
determinada, prepotente, petulante... Sou esperta o suficiente pra saber que
nunca fui uma pessoa muito fácil de lidar e honesta ao ponto de dizer que gosto
disso. Nunca quis apenas estar por perto, quero que me queiram por perto.
Porque passar despercebida se a vida, como diria Shakespeare, é um palco e cada
homem e mulher são meros atores?!
A “aborrescência” com certeza não foi
uma fase tranqüila. Muita transição. Muita gente nova. Muitos TABUS a serem
quebrados. Para alguns eu era uma menina altiva e estudiosa; para outros,
rebelde sem causa, querendo sair da igreja.
Independente de tudo, sempre
sonhadora... Sempre buscando alargar os horizontes, sabendo que o céu há muito
deixou de ser o limite.
Lembro de ter 6 ou 7 anos e ser
totalmente sem noção achando que 18 anos era uma idade mágica e que tudo tinha
que ser definido ali. Achava que com 18 já estaria praticamente formada e seria
a hora para vestir um lindo vestido branco. A gente cresce e começa a entender
o tempo. Percebe que com 16 já se pode votar e ter a liberdade de não poder ser
preso. Que com 18 se pode conseguir a carteira de motorista e é tempo de entrar
pra faculdade. Pode decidir querer fumar e beber, mas o melhor é já ter valores
o suficiente pra nem pensar nisso. Percebe que casamento saiu da lista de
obrigações.
Independência?! Prefiro Consciência.
Saber que a serenidade supera o egoísmo. Que os egocêntricos perdem a vida
inteira sem olhar em volta. Que lutar pelo que acredita difere de só querer
tudo do próprio jeito. Que se busca alcançar sucesso, glória e chegar ao topo
do mundo, sabendo que tudo isso fica tão medíocre perto da perda de alguém querido.
Que a felicidade aumenta a ser compartilhada e não possui valor estimado em
real, dólar ou euro. Que respeito é a primeira ordenança do manual da boa
convivência.
18 anos e a vida só está começando.
Já passei pela pressão do vestibular e obtive Sucesso. E ao contrário do que
muitos possam pensar Deus sempre ocupará o primeiro lugar na minha vida e não é
nenhum tipo de religião que determina isso.
Da menoridade guarda as conversas
sinceras e todo o aprendizado. Não preciso dizer que guardo pessoas, porque as
que são importantes seguem comigo e me acompanharão para sempre – de perto, de
longe, com carinho, com o coração, com oração.
A menina cresceu e descobriu que o
pouco que sabe precisa ser usado para aprender mais...
Ass. Taisa Cavalcante
02 de Abril de 2011